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O mito do brasileiro criativo e a resistência a ideias novas

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“O brasileiro é criativo, o brasileiro é inovador.” Eis aí uma das maiores farsas da autoimagem nacional. Se isso foi verdade algum dia, o presente nega com todas as letras o direito de nos arvorarmos como cultura em que o novo frutifica espontaneamente e a todo momento. Há resultados desanimadores nos números frios de pesquisas de inovação tecnológica no país, há a percepção de que não vivemos exatamente uma efervescência nas artes e há a certeza de que o futebol brasileiro, por muito tempo nosso lastro de respeitabilidade no mundo, está em descompasso com a modernidade.

Pior do que tudo isso é a recusa em abandonar velhos métodos e abraçar o diferente. O Brasil atual aparenta ser mais um idoso ranheta do que um moleque entusiasmado.

A passagem do técnico colombiano Juan Carlos Osorio pelo São Paulo Futebol Clube é uma excelente ilustração do que está acontecendo na relação entre os brasileiros e as novas ideias. Não só revela o estado depauperado de nossa maior expertise, mas a resistência em mudar esse quadro. E o que ocorre no futebol se estende a vários outros campos da vida nacional.

Testemunhamos uma relutância a mudar carcomidos hábitos, ao mesmo tempo que existe um temor de perder privilégios e lugares cativos. Parece que é necessário todo dia um 7 a 1 diferente que nos faça refletir sobre o que está dando errado.

A própria vinda de Osorio é praticamente um milagre. A aposta em um nome desconhecido para o público geral, embora tivesse credenciais sólidas, foi uma surpreendente atitude de coragem da patética diretoria do São Paulo, aquela de bate-bocas, porradarias vexatórias e traições entre seus integrantes.

Mas a partir da chegada do colombiano e a esperada introdução de seus novos métodos, cartolas do clube se juntaram à parte da torcida e parte dos comentaristas na desconfiança quanto ao seu trabalho. Às vezes parecia sabotagem. Às vezes parecia medo de que a aposta desse certo. Um estrangeiro a nos ensinar a jogar bola, vejam só.

Criticamos o calendário brasileiro, que desgasta o estado físico dos jogadores. Osorio decide implementar um rodízio, de forma a resolver esse problema e também a armar o time conforme as características do adversário da rodada. É uma filosofia nova para o país, uma aposta a sua implementação no dia a dia. Vieram derrotas e os altos e baixos na campanha, previsíveis em uma situação assim.

O que Osorio escuta de dirigentes, torcedores e comentaristas? Que é um Professor Pardal. Ou seja, “inventa muito”. “Não consegue triunfar fazendo o básico.” Após uma derrota corriqueira, chegou-se ao cúmulo de o colombiano ser torpedeado pelo SMS de um dirigente com críticas frontais ao seu novo método.

A esse quadro de desconfiança some-se outro traço lamentável do Brasil de hoje e de sempre: a falta de transparência. São as meia-histórias com que convivemos todos os dias.

Nas negociações para sua vinda ao São Paulo, o técnico não foi informado que o clube enfrentava uma grave crise financeira e mais tarde veria seu elenco se esfacelar. Não teria à disposição o material humano com que contava para o seu projeto. “Não confio no que dizem os dirigentes”, declarou uma vez.

Mesmo assim ele sabia que seria responsabilizado pelo eventual revés desse projeto e que teria um tempo nada adequado para alcançar êxito.

“Quatro derrotas e eu não estarei mais aqui”, disse Osorio, escancarando a falta de paciência com processo e planejamento de longo prazo. E o recado se estende a torcedores que não se esforçam para tentar entender o que está sendo feito e se regozijam em reclamar, reclamar e reclamar sem contribuir em nada, nem aos seus próprios espíritos.

E assim aparece outra característica infeliz do Brasil: o nosso costume de aguardar um salvador inesperado, um toque de gênio, uma solução deus ex machina. Um milagre que premie a nossa preguiça, porque milagres podem premiar desesperados de todas as matizes. Osorio não ia mudar a situação do São Paulo da noite para o dia.

Ele se vai, mas os nossos problemas estarão aqui para nos afligir. São problemas concretos, que transpõem o São Paulo Futebol Clube e o futebol brasileiro. É um estado de espírito que não se encontra aqui nos dias de hoje. Em 2015, a criatividade para superar obstáculos é tão real e tão brasileira quanto o saci-pererê.

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20 mixes, Música, Playlist

Vol. 20 – 20 Mixes pra Correr com Música Boa (e uma ou outra ruim)

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Voltando à atividade. Vou ser bem punk rock na mensagem: corra, 2015 ainda não acabou!

A série tem playlists de 50 minutos a 1 hora, contando o tempo pra aquecer e aqueles minutos finais de caminhada e baixando o ritmo.

Se você procura uma playlist temática, já tivemos a seleção power pop, soul/funkvozes femininas, a só com eletrônico, a de rock clássico e a de música brasileira.

Para ouvir sem conexão com a internet, o Spotify tem uma opção offline para assinantes. Ou você pode baixar cada uma naquele velho estilo e jogar a sequência no tocador de MP3.

Se você perdeu as primeiras playlists, você acha elas aqui. Ou no próprio Spotify, jogando meu nome de usuário na busca: spotify:user:shinsuzuki

Vamos agora ao Vol. 20:

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20 mixes, Música, Playlist

Vol. 19 – 20 Mixes pra Correr com Música Boa (e uma ou outra ruim)

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Nem sempre a gente continua fazendo o que dá mais prazer, por contraditório que isso seja. Para mim, uma delas é correr à noite. Minhas experiências mais prazerosas de unir música com corrida foram noturnas, mas é raro isso ocorrer atualmente, creio eu por uma questão de conveniência e horários. Paciência, a vida se baseia muito em conveniência e horários e se não tá ruim desse jeito, a gente não esquenta tanto a cabeça.

Anyway, eu fiz essa playlist com um eletrônico de BPM ainda alto e ao mesmo tempo climático, com a ideia de acompanhar uma corrida noturna. Ou seja, a pegada é mais meditativa, digamos, mas ainda é música para correr. Pode ficar tranquilo/a.  Tem Azealia Banks, Flying Lotus, M83, Lana del Rey e Mark Ronson dentro da sequência.

Eu coloquei uma que pode ser atmosférica demais para começar uma corrida – “The Man with the Red Face”, o grande clássico do Laurent Garnier – mas a ideia foi uma música que tivesse esse toque mais ~misterioso~. Vale a pena entrar na minha hein.

A série tem playlists de 50 minutos a 1 hora, contando o tempo pra aquecer e aqueles minutos finais de caminhada e baixando o ritmo.

Se você procura uma playlist temática, já tivemos a seleção power pop, soul/funkvozes femininas, a só com eletrônico, a de rock clássico e a de música brasileira.

Para ouvir sem conexão com a internet, o Spotify tem uma opção offline para assinantes. Ou você pode baixar cada uma naquele velho estilo e jogar a sequência no tocador de MP3. Se você perdeu as primeiras playlists, você acha elas aqui. Ou no próprio Spotify, jogando meu nome de usuário na busca: spotify:user:shinsuzuki

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Vol. 18 – 20 Mixes pra Correr com Música Boa (e uma ou outra ruim)

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Eu confesso que de cara eu não gostei da nova música do Blur, “Go Out”. Continuo não achando à altura das grandes faixas deles. Mas na hora de correr o negócio deu certo. Talvez seja a bateria. Ou a cozinha mesmo, a linha do baixo é supermarcante. Por aí. Subiu no meu conceito. Vamos ver como será o disco, “The Magic Whip”, que sai no mês que vem.

Mas a playlist não é temática. Coloquei algumas de rock pra acompanhar o Blur no começo, mas depois passamos para algo mais pista, com coisas deste ano de Hot Chip, Shamir, Charli XCX e St. Vincent, misturado a “antigas” de Justin Timberlake, The Postal Service e Simian Mobile Disco. Testado, funcionou!

A série tem playlists de 50 minutos a 1 hora, contando o tempo pra aquecer e aqueles minutos finais de caminhada e baixando o ritmo.

Se você procura uma playlist temática, já tivemos a seleção power pop, soul/funkvozes femininas, a só com eletrônico, a de rock clássico e a de música brasileira.

Para ouvir sem conexão com a internet, o Spotify tem uma opção offline para assinantes. Ou você pode baixar cada uma naquele velho estilo e jogar a sequência no tocador de MP3.

Se você perdeu as primeiras playlists, você acha elas aqui. Ou no próprio Spotify, jogando meu nome de usuário na busca: spotify:user:shinsuzuki

Vamos agora ao Vol. 18:

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Playlist

105 músicas mais lindas

- George Addair (1)

Uma das cenas mais bonitas do último carnaval aconteceu logo nos finais de semana de esquenta: a homenagem à senhora que sempre ganhava “Carinhoso” de um bloco carioca bem debaixo da sacada do apartamento. Neste ano, a interpretação foi in memoriam.

O momento é emocionante por si só, mas “Carinhoso” deixa o nó na garganta inevitável. Aliás é difícil saber se a cena evidencia a beleza de Pixinguinha ou se a passagem só tem essa força porque a música era aquela.

Isso me fez lembrar de uma lista que o site Reddit fez em 2013, com “as músicas mais lindas do mundo”. (Para quem não conhece, o Reddit é a lista de discussão mais relevante da internet.) Quem participou simplesmente postava suas preferidas e as 100 finais foram definidas por votação. Estas são as faixas eleitas.

Claro que é uma bela sequência. Mas achei que tinha graves lacunas. A principal delas é não mostrar nenhuma brasileira entre as mais lindas, o que é impossível. Movido pela feiura de mais um carnaval de plantão, resolvi fazer a alguns conhecidos, a maioria pessoas tão ou mais doentes por música do que eu, a seguinte enquete: “Quais são as faixas mais lindas do mundo para você?”.

Não teve votação. Nem rejeição – podia ser Darkthrone que eu não contestaria a ideia de beleza por trás da escolha (bem, grande som). Nem é um ranking, a ordenação só serve para facilitar.

Claro que vai faltar uma ou outra. Mas eu, se fosse você, não perdia tempo procurando omissões ou apontando injustiças. Me concentraria em ouvir as que eu não conheço. Ouvir sob uma nova perspectiva as que não tinha encontrado beleza antes. Pode ser uma mina de candidatas para trilha sonora da vida.

No final tem uma playlist no Spotify com as músicas que estão disponíveis (Beatles por exemplo não tem) e também quem são as pessoas que escolheram as 105.

1) Cartola – O Mundo é um Moinho

2) Frank Sinatra – In the Wee Small Hours

3) Puccini com Pavarotti – Nessun Dorma!

4) Big Star – Thirteen

5) Nick Cave & the Bad Seeds – Into Your Arms

6) The Beatles – In My Life

7) Tom Jobim e Vinicius de Moraes – Eu Sei que Vou Te Amar

8) Django Reinhardt – Georgia on My Mind

9) Jorge Ben – 5 Minutos

10) Chico Buarque – Todo o Sentimento

11) Van Morrison – Astral Weeks

12) Pink Floyd – Wish You Were Here

13) Toquinho – O Filho que Eu Quero Ter

14) Beach Boys – God Only Knows

15) Miles Davis – All Blues

16) Pixinguinha por Elizeth Cardoso – Carinhoso

17) Ennio Morricone por Massimo Ranieri – Io e Te

18) Sinéad O’Connor – Nothing Compares 2U

19) Paul McCartney – Here Today

20) Tim Maia – Azul da Cor do Mar

21) Michael Jackson – Rock with You

22) Tom Waits – Martha

23) Carole King – It’s Too Late

24) Simon & Garfunkel – The Sound of Silence

25) George Gershwin por Leonard Bernstein – Rhapsody in Blue

26) Johnny Cash – Hurt

27) Joy Division – Love Will Tear Us Apart

28) John Coltrane – Naima

29) Chet Baker – My Funny Valentine

30) Led Zeppelin – The Rain Song

31) The Beatles – Hey Jude

32) Renato Teixeira – Tocando em Frente

33) Marvin Gaye & Tammi Terrell – Ain’t No Mountain High Enough

34) Beethoven – Sonata para piano n.º 14 (Sonata ao Luar)

35) Nick Drake – Pink Moon

36) Edith Piaf – Ne Me Quitte Pas

37) Astor Piazzolla & Gerry Mulligan – Years of Solitude

38) Elis Regina – Atrás da Porta

39) Frank Sinatra – Strangers in the Night

40) The Beach Boys – ‘Til I Die

41) The Band – Whispering Pines

42) Elliott Smith – Angeles

43) The Cure – Plainsong

44) The Smiths – There Is a Light that Never Goes Out

45) Nelson Cavaquinho – Juízo Final

46) Pena Branca e Xavantinho – Arruda com Alecrim

47) Teenage Fanclub – Your Love Is the Place Where I Come From

48) Cocteau Twins – Lazy Calm

49) Sigur Rós – Starálfur

50) Joseph Haydn Piano Sonata nº 59 in E flat, Hob. XVI:49 por Alfred Brendel

51) Greg Wilson – Summer Came My Way

52) The Beatles – Something

53) Willie Nelson – Stardust

54) Luiz Gonzaga – A Triste Partida

55) Fleet Foxes – Blue Ridge Mountains

56) Temptations – Just My Imagination (Running Away With Me)

57) Bettye Lavette – Let Me Down Easy

58) Chico Buarque – Pedaço de Mim

59) Portishead – Mysterons

60) Dolly Parton – Jolene

61) Spiritualized – Ladies and Gentlemen We Are Floating in the Space

62) Procol Harum – Whiter Shade of Pale

63) The Walker Brothers – First Love Never Dies

64) Drive-By Truckers – Goddamn Lonely Love

65) Rita Lee e Tutti Frutti – Ovelha Negra

66) Joan Baez – Babe I’m Gonna Leave You

67) The Friends of Distinction – Lonesome Mood

68) Damien Rice – When Doves Cry

69) The Jesus and Mary Chain – Upside Down

70) Violeta de Outono – Dia Eterno

71) Björk – All Is Full of Love

72) Beth Gibbons & Rustin Man – Mysteries

73) The Manhattans – Kiss and Say Goodbye

74) Interpol -Leif Erikson

75) Jeff Buckley – Grace

76) John Lennon – Beautiful Boy

77) Leonard Cohen – Avalanche

78) a-ha – Hunting High and Low

79) Chet Baker – Almost Blue

80) The Undertones – Teenage Kicks

81) Bob Marley – High Tide or Low Tide

82) Guilherme Arantes – Meu Mundo e Nada Mais

83) Alessi Brothers – Seabird

84) Sebadoh – Brand New Love

85) Neutral Milk Hotel – Oh, Comely

86) Talking Heads – This Must Be The Place (Naive Melody)

87) Dusty Springfield – Windmills of Your Mind

88) Bob Dylan – If You See Her, Say Hello

89) Chico Buarque – Trocando em Miúdos

90) Baiano e os Novos Caetanos – Folia de Reis

91) George Harrison – Isn’t It a Pity

92) David Bowie – Wild Is the Wind

93) Kurt Vile – Too Hard

94) Oswaldo Montenegro – Ao Nosso Filho, Morena

95) Everything But the Girl – Apron Strings

96) Pink Floyd – If

97) The Beatles – Strawberry Fields Forever

98) Scott Walker – Rhymes of Goodbye

99) Lightspeed Champion – Galaxy of the Lost

100) Neil Young – Birds

101) Solange – O Grande Lance É Fazer Romance

102) Guided By Voices – Smothered In Hugs

103) Bill Brandon – Rainbow Road

104) David Bowie – Warszawa

105) Prince – Purple Rain

 

Não estão nessa playlist do Spotify: The Beatles – In My Life, The Beatles – Something, Chet Baker – Almost Blue, Damien Rice – When Doves Cry, Bill Brandon – Rainbow Road, Greg Wilson – Summer Came My Way, George Harrison – Isn’t It a Pity, The Beatles – Hey Jude, The Beatles – Strawberry Fields Forever, Solange – O Grande Lance É Fazer Romance.

Quem escolheu as músicas: Alexandre Matias, Augusto Olivani, Barbara Scarambone, Cid Boechat, Charles Pilger, Danilo Cabral, Elton Lopes, Fábio Bianchini, Francisco Barbosa, Jarmeson Lima, Jéssica Aline, Joana Jaeger, Klaus Kohut, Leandro Schonfelder, Luciana Botelho, Marcelo Mattos, Márcio Padrão, Márcio Kabke Pinheiro, Martim Batista, Michel Souza, Rafa Spoladore,  Raquel Paulino M. Drehmer, Savio Guadalupe, Samir Salim, Shin Oliva Suzuki, Thiago Cavazzana, Tiago Lyra, Wilson Farina, Zander Catta Preta e Zeca Camargo

 Obrigado a Vanessa Marques ❤ pelo header

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Vol. 17 – 20 Mixes pra Correr com Música Boa (e uma ou outra ruim)

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Muita gente gastou saliva e espancou teclado nas últimas semanas pra dizer que Dave Grohl representa a bunda-molice no rock. Sei que todos esses gostariam de um mundo em que G. G. Allin, que cagava e comia a própria merda no palco, fosse o verdadeiro valor de rebeldia do rock ‘n roll. Uau, que bonito seria, não é mesmo?

Bom, é que aqui nos 20 Mixes a gente não se importa com essas coisas. Ou olha de um outro jeito. “Good Grief” dos Foo Fighters é boa demais pra correr e tem lugar garantido na playlist.

E aqui vai mais um especial de rock, agora a partir dos anos 1990. Tem QOTSA, Ministry (com “Jesus Built My Hotrod”, com certeza uma das cinco melhores músicas para correr e uma das cinco músicas mais perigosas para dirigir), alt-J, PJ Harvey e Le Tigre. Para volta de relaxamento, “I’m the Man Who Loves You”, do Wilco, para lembrar de quem você ama.

A série tem playlists de 50 minutos a 1 hora, contando o tempo pra aquecer e aqueles minutos finais de caminhada e baixando o ritmo.

Se você procura uma playlist temática, já tivemos a seleção power pop, soul/funkvozes femininas, a só com eletrônico, a de rock clássico e a de música brasileira.

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Vamos agora ao Vol. 17:

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Música, Playlist

Cocktails & buena onda

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Para os dias em que tudo o que você quer é tomar uns drinques e esfriar a cabeça. Ou, melhor, para as noites de tomar uns drinques e conversar numa relax, numa tranquila, numa boa com gente que te faz bem ou com pinta de que vai ser assim. Sobe a partir de agora uma playlist feita para essas ocasiões. Não me venha com Skol ou mesmo cerveja gourmet. O negócio aqui é dry martini, bloody mary, coisa classuda, nada de empapuçar. Sem “berma” ou regatas, por favor. Uma gravata é pedir demais (agora, calhou de estar com uma, só afrouxa: vai cair bem).

É música para não ser o principal da coisa. Para ser o pano de fundo. Mas quando o pisco sour ou o mojito baterem, quando você perceber que o papo fluiu para rumos interessantes com sua companhia (sem duplo sentido aqui, estamos falando de elegância), a trilha vai estar lá para marcar o momento. Cocktails & buena onda bastam pra aquelas poucas horas de felicidade plena.

 

 

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Vol. 16 – 20 Mixes pra Correr com Música Boa (e uma ou outra ruim)

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Muito quente pra correr, né?

Bom, saindo antes das 8h da manhã ou à noite, dá pra encarar e ter corridas ainda melhores do que o habitual – quebrar a rotina, descobrir novos horários, aquele lance do limão e da limonada.

Mas é verdade que esses dias têm sido bravos para quem tem horários limitados. Pensando nisso, esse novo episódio servirá tanto pra corrida quanto pra festa na piscina. Afinal, a gente sempre tem tempo pra festa na piscina. É o 20 Mixes edição de verão.

Tem Pharrell (fica tranquilo que não é “Happy”), Ladyhawke, Goldfrapp, Little Dragon e Lindstrøm & Christabelle.

Acaba com uma das músicas mais relaxantes da história, o fim de festa épico, o pôr do sol na piscina:” Feel It All Around”, do Washed Out.

A série tem playlists de 50 minutos a 1 hora, contando o tempo pra aquecer e aqueles minutos finais de caminhada e baixando o ritmo.

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Vamos agora ao Vol. 16:

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“Whiplash”: precisamos de pessoas escrotas para nos levar além?

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“Not quite my tempo.” Não está bem no meu andamento. Esse é o bordão de “Whiplash – Em Busca da Perfeição”, em um momento de pré-ebulição do filme, uma cena em que o professor está próximo de submeter um de seus alunos a uma sequência de humilhações morais até obter a resposta certa.

É um filme sobre jazz, sobre música, mas não há feeling, é pura mecânica do ritmo, como se o negócio fosse matemática. Ele se desenvolve em boa parte como um “Karatê Kid” menos inocente, o conto do menino com cara de bonzinho que enfrenta uma sequência de provações e consegue ir além de seus limites – o roteiro inclui um twistizinho nesse esquema lá para o final.

A história, de qualquer forma, levanta uma bola interessante. Uma pessoa escrota no papel de tutor e com grande domínio de uma técnica é imprescindível para a grandeza de um resultado?

“Whiplash” defende essa tese com ressalvas. Digamos que espalha ao longo do roteiro uma ou outra senha para indicar que essa via pode ser perigosa e que não está glorificando o tratamento de choque. Mas, para entrar na pele do protagonista e vivenciar o clímax, o espectador precisa aceitar que a superação tem como condição passar por abusos morais e, às vezes, físicos.

“Não há duas palavras mais prejudiciais no inglês do que ‘good job'”, diz o mestre carrasco ao garoto. Essa fala parece direcionada a uma cultura atual que defende o elogio e o reconhecimento como forma de incentivar seus pupilos. Dá a entender que vivemos uma zona de conforto permanente, de alunos e subordinados mimados.

A superação é formadora de caráter, nos orgulhamos de ter passado por provas de fogo e estamos aqui para contar como fomos fortes. Mas é necessário passar por um relacionamento abusivo, por tortura psicológica ou desprezo público?

No livro “Rápido e Devagar – Duas Formas de Pensar”, o prêmio Nobel Daniel Kahneman conta a história de erros, acertos e broncas em pilotos da força aérea israelense. Em seu estudo, ele descobriu que estatisticamente a escrotidão do mestre não é determinante para melhorar a performance do pupilo.

Ele chama isso de “regressão à média”. Pilotos que tiveram uma performance muito ruim conseguiram um resultado muito superior no voo seguinte. A comida de rabo dada no cadete, no entanto, levava o crédito pela virada no jogo. Kahneman constatou que o piloto teria um desempenho melhor de qualquer forma. Não é bem um “tanto faz”. O que foi analisado aí foi a crença na relação causal mestre escroto-aluno melhor.

Descobertas como essa não diminuem a fascinação por figuras como Steve Jobs, gênios mercuriais que não param de exigir o melhor nem na hora de tomar café (Jobs fez um barista chorar porque o preparo não estava do jeito que ele queria).

É inegável que superar dificuldades é marcante e positivo na vida de qualquer pessoa. Nos faz melhor. Mas legitimar a escrotidão como força-motriz só tem graça em um Pai Mei, o mestre chinês das artes marciais de “Kill Bill”. Sua eficiência é muito mais folclore, daqueles que ficam bons em história.

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20 mixes, Música, Playlist

Vol. 15 – 20 mixes pra correr com música boa (e uma ou outra ruim)

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“Power pop” é talvez o gênero dentro do rock que mais aceite membros. Definem como uma mistura de hard rock e pop com acordes bem abertos. Ou seja, dá pra colocar muita coisa debaixo disso.

Basta uma melodia fácil, feliz e um pique rápido que dá para dizer que é power pop. De qualquer forma, é uma receita que ajuda bem numa corrida.

E tem muita banda boa identificada com esse rótulo, como Teenage Fanclub, New Pornographers, Lemonheads e Big Star.

Todas elas estão na seleção deste volume 15, que ainda tem Replacements, Oasis, Sleater-Kinney e Cheap Trick.

A série tem playlists de 50 minutos a 1 hora, contando o tempo pra aquecer e aqueles minutos finais de caminhada e baixando o ritmo.

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Vamos agora ao Vol. 15:

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Vol. 14 – 20 mixes pra correr com música boa (e uma ou outra ruim)

medium_sharon_jones_4.2Playlist para começar 2015.

É duro dizer isso, mas promessas de ano novo, principalmente as relacionadas a mexer com o corpo, estão fadadas a fracassar. Cumpri-las é exceção. A gente fala que, virando o ano, os novos hábitos vão entrar na vida, aí a hora H chega e se mostra bem mais difícil do que o planejado. Normal.

É só relacionando o exercício com algo prazeroso para você que a coisa engrena. Ouvir música funciona para mim, é o meu grande motor. Talvez não seja suficiente para outras pessoas e o desafio é encontrar o que se encaixa para cada um.

E mesmo assim a preguiça vai bater de vez em quando. Uma vez pensei que a vida se leva percebendo qual é o momento de abraçar a preguiça ou enfrentá-la (costuma resolver não pensar. É o “vai lá e faz”, literalmente. O “penso logo desisto” de fato é uma grande verdade).

Fim da parte autoajuda. A primeira playlist do ano é temática, uma que já estava planejada há um tempo, uma só de soul e funk, que mistura sons antigos e de agora. Tem os medalhões James Brown, Parliament e Kool & The Gang que ajudam nos hits reconhecíveis de cara e tem The Bamboos, Breakestra, The Budos Band e Sharon Jones & The Dap Kings (da foto ao lado) – nomes que talvez muita gente não conheça mas certeza que vão agitar a caminhada. A faixa final para relaxar desta vez é sexy, erótico mesmo, com “Jungle Fever” do Chakachas.

A série tem playlists de 50 minutos a 1 hora, contando o tempo pra aquecer e aqueles minutos finais de caminhada e baixando o ritmo.

Se você procura uma playlist temática, já tivemos a seleção “vozes femininas”, a só com eletrônico, a de rock clássico e a de música brasileira.

Para ouvir sem conexão com a internet, o Spotify tem uma opção offline para assinantes. Ou você pode baixar cada uma naquele velho estilo e jogar a sequência no tocador de MP3.

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Vamos agora ao Vol. 14:

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Música, melhores do ano

As músicas que eu mais curti em 2014

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Como já é marca dos últimos tempos, descobrir música boa é uma questão de cavucar. Já não entregam de bandeja. Pra quem se dispõe a procurar as fontes, sempre há recompensas. Como eu não me fixo em um gênero só, a sequência das minhas favoritas lançadas neste ano ruma pra várias direções, até contrárias. Nada de coerência, mas o que importa aqui é se são músicas que melhoraram a minha vida neste ano.

No final, uma playlist junta todas as músicas. As que não estiverem lá no Spotify eu deixo o link do YouTube.

Mamani Keita – Fanatan: A música do Mali sempre me traz coisa boa e essa ainda tem algo que soa Nação Zumbi, meio a guitarra do Lúcio Maia. É a faixa que eu mais toquei no ano.

Russo Passapusso – Paraquedas: Poucos discos no Brasil foram tão vibrantes como esse, um clima meio carnavalesco nas entrelinhas.

Alt-J – Left Hand Free: Eles disseram que essa é a música convencional deles. Se eles quiserem dizer no sentido de ser chato ou ruim, erraram feio.

Perfume Genius – Fool: Música pop escrita com muito talento. Uma versão mais radiofônica, com vocal feminino, era pra pegar topo da parada.

Caribou – Silver: Eu demorei pra entrar nesse disco, mas uma vez nele, foi para me apaixonar.

Todd Terje – Delorean Dynamite: Não sei muito explicar, mas as músicas dele mudam o meu humor pra melhor instantaneamente. Esse clipe (de uma outra música) feito por um fã é pura felicidade

Jessie J (com Ariana Grande e Nicky Minaj) – Bang Bang: Uma das coisas boas de aceitar e abraçar o pop descarado é poder curtir sem culpas umas músicas como essa. Que é excelente e ponto.

Taylor Swift – Shake It Off: Idem a anterior e idem o sentimento das músicas do Todd Terje. Ela não quer estar no Spotify. Ó o vídeo então:

Silva – Entardecer: Uma boa geração de compositores está passando despercebida do grande público por uma série de razões. Uma pena uma música assim escorrer pelo ralo.

Beck – Morning: É o Beck sofrido, vulnerável, de “Sea Change” de volta e ele de novo consegue criar muita coisa bonita nesse novo álbum.

Sharon Van Etten – Your Love Is Killing Me: Falando em sofrimento: essa música. A letra é parte importante do impacto dessa música. Algumas pessoas precisam sair de certos relacionamentos, mesmo que reconheçam alguma forma de amor lá.

Angel Olsen – High & Wild: Da simplicidade sai beleza também.

Future Islands – Seasons: Sabe aquela emoção à flor da pele que dá no ridículo e você então se prefere se conter e manter a elegância? Essa música, um Rod Stewart com sintetizadores, e, principalmente, essa performance abaixo são exatamente o contrário disso.

Spoon – Rent I Pay: Rock sem nenhuma novidade, sem nenhuma invenção, é bom também.

Perfect Pussy – Big Stars: O nome é melhor que a música da banda em geral, mas essa faixa, uma versão rejuvenescida de algo da Sleater-Kinney, é fera demais.

St. Vincent – Birth in Reverse: Não compartilhei o mesmo entusiasmo de outras pessoas pelo disco inteiro, mas essa música é ótima.

Celso Sim – Beijo na Boca: A guitarra na música brasileira, que já chegou a ser tabu, tem contribuído com muita coisa boa no sons daqui ultimamente.

Ava Rocha – Você Não Vai Passar: A filha do Glauber soa bastante como a Gal Costa. Bem, ser comparada com uma das maiores cantoras brasileiras de todos os tempos deve ser um elogio. Tem lugar na Ava para muita coisa boa pela frente. Não tem no Spotify, tem no YouTube:

Hailu Mergia & The Walias – Yemiasleks Fikir: Como o Mali, a Etiópia também me dá muitas alegrias, com caras como Mulatu Astatke. Essa música tem uma delicadeza impressionante, de derreter o ouvinte. A melodia remete à música japonesa, em uma ponte improvavél.

Real Estate – Past Lives: Não é exatamente o tipo banda que eu gosto, mas me apaixonei por esse disco suave, que felizmente não chega a ser “fofo”, com dedilhados muito bonitos e letras agridoces como a dessa música. Ouvi tanto essa que enjoei e cheguei a cogitar colocar “Crime”. Mas seria injustiça.

A Sunny Day in Glasgow – In Love with Useless (The Timeless Geometry in the Passing Tradition of Passing): Uma banda apaixonada por títulos longos, por sinal. Acho que eles nunca vão reencontrar o mesmo brilho do disco de estreia, mas eles não querem se repetir e isso é bom. “Sea When Absent” é bastante sólido e não deixa de fazer um shoegaze sem fixação com o passado.

Aphex Twin – minipops 67 [120.2]: É muito bom ter um gênio de volta entre nós, um gênio pra valer. Basta dizer isso.

Ariana Grande & Iggy Azalea – Problem: Hit irresistível e o contraste vocal entre as duas funciona muito bem, embora ache que Iggy Azalea não vá durar muito.

Flying Lotus – Turkey Dog Coma: Finalmente o sobrinho de Alice Coltrane abraçou o jazz com toda a força e fez um disco estranho e desafiador.

Scott Walker & Sunn 0))) – Fetish: Não deixa de ter razão quem diz que isso é um “troço inaudível”. O jornal “Daily Telegraph” disse que é música pra sadomasoquistas. Não tenho nenhuma atração por dor física, mas se isso é sadomasquismo sonoro, pois é, eu devo ser adepto.

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“E eu saí de lá pensando em tudo na vida. Entende?”

Não quero perder esse belo depoimento. O Instapaper não me deixa salvar o link do Facebook. E não se sabe se o Facebook vai durar nem se vamos achar esse texto por lá tão fácil. Então…

Quando eu entrei no Olympe, o melhor restaurante do Rio, ontem, achei tudo bonito.

A mesa, cheia de talheres, de taças. Vários pratos. Tudo limpo, silencioso, tinha flores, garçons mais educados no trato que muito universitário ativista libertador do mundo.

Eu fui nesse restaurante por causa da Su. Ela queria me levar prum SPA, e eu sou homem de SPA? Eu, todo gordo?

Como recusei, decidi ir a algum lugar que ela, como aluna de gastronomia, gostaria de ir. Eu tinha guardado uma grana pro meu aniversário e, como não sou de comprar nada, decidi fazer algo com ela.

Ela escolheu o Olympe. Su não tem meio termo. Morou em São Francisco, meu amigo. Sabe falar “Cordon Bleu” igual francês.

Antes da comida chegar, toda uma cerimônia, uma servição de água mineral, um cardápio fortemente fornecido nos argumentos financeiros, mas eu olhei em volta, e me senti pequeno.

Meu primeiro emprego foi de porteiro. Um dos melhores empregos que tive foi vendedor de revista religiosa. Na rua. Já entreguei quentinha, já entreguei propina, já pulei muro de trem.

Eu travei. E chorei uns minutos. Não merecia estar ali, e no entanto, estava.

Veja, como é a vida.

Uma atriz, sentada ao nosso lado, disse ao maitre: “Tem alguma coisa nova? Me traz algo novo, por favor.”
E pra mim, tudo ali era novo, distante, outro mundo.

O conflito entre o eu pobre e o eu menos pobre que pôde ir no Olympe pra comemorar a única vez na vida em que fará 40 anos foi forte no momento em que a comida chegou.

Eu chorava na frente da Su, e não tava disposto a dar explicações. Meu camarada: ser pobre é uma merda. Você nunca vai se achar um dia apto pra desfrutar a vida. A pobreza é uma parada que fode a alma da galera mundo a fora.

O chef veio conversar com os clientes nas mesas, e com a gente.

Foi quando chegou o Boeuf de mignon com One Thousands of Sacanagens e molho de Bagulets Frescos, e a primeira coisa que eu falei pra ele, sem lhe devolver o boa noite, foi:

-Como se come isso?

Claude sorriu e me disse: Como você quiser, meu caro. Com garfo, faca, com as mõons, como quezer.

Eu desmontei o prato, bonito, e passei a faca na carne. Foi quando percebi que ele me olhava, curioso, e perguntou o que estávamos achando.

Só lembro mesmo disso.

Porque a resposta deu origem a quase uma hora de conversa, sobre a vida, o Brasil, a Zona Norte, a época em que ele trabalhou como chef para o Fernando Henrique, a minha cachorra, Madureira, as histórias de vida da Su, meu aniversário, e a diferença entre o podrão de Marechal Hermes e a comida servida ali.

A atriz acabou entrando no papo. Meio que todo mundo juntou as mesas.

No fim, veio uma sobremesa com vela, e o time todo cantando parabéns.
Eu pensei muito na vida, como um silêncio naquela hora, que a vida passa, e que comemorar enquanto dá é o caminho.

Quando levantei pra ir pagar a conta, o maitre disse que Claude nos dava o jantar como convidados dele. Eu levantei e dei um abraço em todo mundo que vi pela frente. E meu cartão do Bradesco gritava Aleluia.

Eu dei um abraço no Claude, disse que tinha como pagar, mas ele disse que não tinha nada a ver. A noite foi importante pra ele. Ele queria me dar isso.

E nos levou na cozinha. E a Su conheceu tudo. E ganhamos um vinho. E o convite pra voltar em 3 de dezembro de 2015.

E eu saí de lá pensando em tudo na vida.
Entende?

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Vol. 13 – 20 mixes pra correr com música boa (e uma ou outra ruim)

Tom_Tom_Club

É hora de relaxar. Mesmo sem os presentes de Natal comprados, certo? Então vamos com uma sequência descompromissada, com faixas que soam mais relaxadas para uma corrida de fim de ano tranquila, só pra pré-compensar a farra gastronômica que vem por aí (você não vai ficar no peito de frango e batata doce, né?, PLMDDS).

A sequência tem o Tom Tom Club da foto acima, com aquela que você vai falar “mas isso não é de uma música da Mariah Carey?”, Chromeo, Cake, Meghan Trainor, Blackalicious e “Why Can’t We Be Friends”, do War, para acabar em clima de paz.

A série tem playlists de 50 minutos a 1 hora, contando o tempo pra aquecer e aqueles minutos finais de caminhada e baixando o ritmo.

Se você procura uma playlist temática, já tivemos a seleção “vozes femininas”, a só com eletrônico, a de rock clássico e a de música brasileira.

Para ouvir sem conexão com a internet, o Spotify tem uma opção offline para assinantes. Ou você pode baixar cada uma naquele velho estilo e jogar a sequência no tocador de MP3.

Se você perdeu as primeiras playlists, você acha elas aqui. Ou no próprio Spotify, jogando meu nome de usuário na busca: spotify:user:shinsuzuki

Vamos agora ao Vol. 13:

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Vol. 12 – 20 mixes pra correr com música boa (e uma ou outra ruim)

Pantera

Err… imagem meramente ilustrativa.

Mas hoje vamos de rock clássico. Não só rockão, arena, aquela coisa de macho tipo essa foto acima. Tem um pezão pesado no punk. Mas o pessoal da Galeria do Rock ia aprovar o Nazareth no meio – e você moderninho também deveria. Tem Elvis… Costello, claro. Também uns anos 80 bom pra pistinha (de corrida e de dança) pro final. E pra fechar e relaxar a música mais bonita já composta: “Thirteen”, do Big Star. Coisas de velho – o que nos lembra que correr é importante para aturar bem a velhice (humor, juntas etc).

E essa é mais uma playlist temática. Já tivemos a seleção “vozes femininas”, a só com eletrônico e a de música brasileira.

A série tem playlists de 50 minutos a 1 hora, contando o tempo pra aquecer e aqueles minutos finais de caminhada e baixando o ritmo. Vai começar já correndo?

Para ouvir sem conexão com a internet, o Spotify tem uma opção offline para assinantes. Ou você pode baixar cada uma naquele velho estilo e jogar a sequência no tocador de MP3.

Se você perdeu as primeiras playlists, você acha elas aqui. Ou no próprio Spotify, jogando meu nome de usuário na busca: spotify:user:shinsuzuki

Vamos agora ao Vol. 12:

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