Música, melhores do ano

As músicas que eu mais curti em 2014

melhores

Como já é marca dos últimos tempos, descobrir música boa é uma questão de cavucar. Já não entregam de bandeja. Pra quem se dispõe a procurar as fontes, sempre há recompensas. Como eu não me fixo em um gênero só, a sequência das minhas favoritas lançadas neste ano ruma pra várias direções, até contrárias. Nada de coerência, mas o que importa aqui é se são músicas que melhoraram a minha vida neste ano.

No final, uma playlist junta todas as músicas. As que não estiverem lá no Spotify eu deixo o link do YouTube.

Mamani Keita – Fanatan: A música do Mali sempre me traz coisa boa e essa ainda tem algo que soa Nação Zumbi, meio a guitarra do Lúcio Maia. É a faixa que eu mais toquei no ano.

Russo Passapusso – Paraquedas: Poucos discos no Brasil foram tão vibrantes como esse, um clima meio carnavalesco nas entrelinhas.

Alt-J – Left Hand Free: Eles disseram que essa é a música convencional deles. Se eles quiserem dizer no sentido de ser chato ou ruim, erraram feio.

Perfume Genius – Fool: Música pop escrita com muito talento. Uma versão mais radiofônica, com vocal feminino, era pra pegar topo da parada.

Caribou – Silver: Eu demorei pra entrar nesse disco, mas uma vez nele, foi para me apaixonar.

Todd Terje – Delorean Dynamite: Não sei muito explicar, mas as músicas dele mudam o meu humor pra melhor instantaneamente. Esse clipe (de uma outra música) feito por um fã é pura felicidade

Jessie J (com Ariana Grande e Nicky Minaj) – Bang Bang: Uma das coisas boas de aceitar e abraçar o pop descarado é poder curtir sem culpas umas músicas como essa. Que é excelente e ponto.

Taylor Swift – Shake It Off: Idem a anterior e idem o sentimento das músicas do Todd Terje. Ela não quer estar no Spotify. Ó o vídeo então:

Silva – Entardecer: Uma boa geração de compositores está passando despercebida do grande público por uma série de razões. Uma pena uma música assim escorrer pelo ralo.

Beck – Morning: É o Beck sofrido, vulnerável, de “Sea Change” de volta e ele de novo consegue criar muita coisa bonita nesse novo álbum.

Sharon Van Etten – Your Love Is Killing Me: Falando em sofrimento: essa música. A letra é parte importante do impacto dessa música. Algumas pessoas precisam sair de certos relacionamentos, mesmo que reconheçam alguma forma de amor lá.

Angel Olsen – High & Wild: Da simplicidade sai beleza também.

Future Islands – Seasons: Sabe aquela emoção à flor da pele que dá no ridículo e você então se prefere se conter e manter a elegância? Essa música, um Rod Stewart com sintetizadores, e, principalmente, essa performance abaixo são exatamente o contrário disso.

Spoon – Rent I Pay: Rock sem nenhuma novidade, sem nenhuma invenção, é bom também.

Perfect Pussy – Big Stars: O nome é melhor que a música da banda em geral, mas essa faixa, uma versão rejuvenescida de algo da Sleater-Kinney, é fera demais.

St. Vincent – Birth in Reverse: Não compartilhei o mesmo entusiasmo de outras pessoas pelo disco inteiro, mas essa música é ótima.

Celso Sim – Beijo na Boca: A guitarra na música brasileira, que já chegou a ser tabu, tem contribuído com muita coisa boa no sons daqui ultimamente.

Ava Rocha – Você Não Vai Passar: A filha do Glauber soa bastante como a Gal Costa. Bem, ser comparada com uma das maiores cantoras brasileiras de todos os tempos deve ser um elogio. Tem lugar na Ava para muita coisa boa pela frente. Não tem no Spotify, tem no YouTube:

Hailu Mergia & The Walias – Yemiasleks Fikir: Como o Mali, a Etiópia também me dá muitas alegrias, com caras como Mulatu Astatke. Essa música tem uma delicadeza impressionante, de derreter o ouvinte. A melodia remete à música japonesa, em uma ponte improvavél.

Real Estate – Past Lives: Não é exatamente o tipo banda que eu gosto, mas me apaixonei por esse disco suave, que felizmente não chega a ser “fofo”, com dedilhados muito bonitos e letras agridoces como a dessa música. Ouvi tanto essa que enjoei e cheguei a cogitar colocar “Crime”. Mas seria injustiça.

A Sunny Day in Glasgow – In Love with Useless (The Timeless Geometry in the Passing Tradition of Passing): Uma banda apaixonada por títulos longos, por sinal. Acho que eles nunca vão reencontrar o mesmo brilho do disco de estreia, mas eles não querem se repetir e isso é bom. “Sea When Absent” é bastante sólido e não deixa de fazer um shoegaze sem fixação com o passado.

Aphex Twin – minipops 67 [120.2]: É muito bom ter um gênio de volta entre nós, um gênio pra valer. Basta dizer isso.

Ariana Grande & Iggy Azalea – Problem: Hit irresistível e o contraste vocal entre as duas funciona muito bem, embora ache que Iggy Azalea não vá durar muito.

Flying Lotus – Turkey Dog Coma: Finalmente o sobrinho de Alice Coltrane abraçou o jazz com toda a força e fez um disco estranho e desafiador.

Scott Walker & Sunn 0))) – Fetish: Não deixa de ter razão quem diz que isso é um “troço inaudível”. O jornal “Daily Telegraph” disse que é música pra sadomasoquistas. Não tenho nenhuma atração por dor física, mas se isso é sadomasquismo sonoro, pois é, eu devo ser adepto.

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