Auto-ajuda, Escritos

Sinais

Até céticos como eu precisam admitir que existe algo definido como “sinais” na vida. É um preâmbulo interpretado de diferentes formas. Religiosos mais inocentes, crentes na intervenção divina, dizem que “Deus está mandando um recado” e “enviando os anjos para te salvar enquanto é tempo”. Cientistas que estudam a teoria dos multiversos podem aceitar a ideia em “Interestelar” – calma que não é nenhum spoiler grave – de uma mensagem que supera os limites do espaço-tempo e viaja até você, vindo talvez de você mesmo em uma outra dimensão. Eu só tenho condições de observar “padrões”, uma palavra que friamente pode ser substituída por “sinais” sem ferir meu ceticismo.

Há algo bonito e emocionante em perceber que depois do preâmbulo interpretado de jeitos distintos tudo se unifica se algo acontece. É o que grosseiramente se chama de “quando a merda bate no ventilador”. É um instante igual para todos, um fato, e essa característica logo se desfaz quando se começa a querer entender o por quê do acontecido, a partir de teorias variadas (“karma”, “ofendeu a Deus”, “aleatoriedade”).

Na verdade eu erro em dizer que apenas o milésimo do acontecimento é uno, a forma universal. Também é a capacidade de intervir a tempo, independente do que a motiva, e evitar a sujeira arremessada pelas pás girando indiferentes.

“A vida te dá chances” pode ter o valor estético de um para-choque de caminhão ou de frase do biscoito da sorte chinês. Sua universalidade é incontestável.

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