Viagem

Um guia de viagem básico e visual da Islândia

“A Vida Secreta de Walter Mitty”, que Ben Stiller filmou em parte na Islândia, me recordou o que havia prometido a algumas pessoas: um guia básico e curto sobre o país. Aproveito para organizar as memórias da melhor viagem da vida e destacar as fotos legais que fiz lá. Mais para baixo há informações sobre quando viajar etc.

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Jökulsárlón, a lagoa glacial no sudeste islandês

Locais de interesse:

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Há quem diga que a capital não traz interesse, mas uma tarde ensolarada gostosa como essa no lago Tjornin, pra mim já vale como uma amostra do clima e da atmosfera de Reykjavík.

A cena cultural de lá, razoavelmente conhecida e admirada por tamanha força em uma cidade pequena, tem muitos shows e festivais, como o Reykavík Arts Festival. Assisti a um recital de piano (com pequena participação vocal) de um ônibus que partiu da Harpa, a Ópera da capital, e circulou por ruas da cercania. Foi a Routeopia, do músico Davíð Þór Jónsson Watergipsychillharmoniumbeardtalking e do artista visual Illmur Stefánsdóttir Fireegyptwoodgrandmassparklingindianchieft (sim, nomes satíricos). A chuva caía naquele dia e, construindo uma daquelas cenas marcantes, combinou com o tom melancólico da música.

Gullfoss

Já fora de Reykjavík. Gullfoss é a queda d’água mais conhecida da Islândia. Não é comparável a Foz do Iguaçu, mas vale a visita. Tem uma história importante, de uma mulher que lutou contra a construção britânica de uma usina hidrelétrica na região e preservou o local.

Estrada no interior da Islândia

Outro aspecto maravilhoso da Islândia: a sensação de imensidão. Como o país tem 320 mil habitantes (pouco mais do que os bairros paulistanos de Perdizes e Jabaquara juntos), há muito espaço. Trafega-se pela estrada por minutos sem que ninguém passe por você.

Praia de Vík

Há praias lindíssimas no litoral sul islandês, como a de Vík, que tem rochas ovais escuras em vez de areia.

Ilha de Vestmannaeyjar, sul da Islândia

Penhasco na ilha de Vestmannaeyjar

Outros momentos memoráveis, ainda pela imensidão da paisagem, são os paredões e penhascos da ilha de Vestmannaeyjar.

Vulcão Eyjafjallajökull

País tem muitos vulcões, como o Eyjafjallajökull (na foto acima não muito assustador, sem a vista aérea das cinzas e da erupção), criador de um caos aéreo europeu há alguns anos. Dessa forma…

Área com restos de lava no interior da Islândia

… muitas regiões têm resquícios da passagem da lava quente.

Jökulsárlón

A paisagem tem características difíceis de encontrar em outros lugares. A imagem acima é de um pôr-do-sol na Jökulsárlón, a lagoa glaciar da Islândia, às 23h15. É um lugar de aparência tão irreal que foi cenário para filmes da série 007 e Lara Croft.

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E uma das atrações não-naturais (de certa forma) mais bacanas da Islândia pode ser visitada no caminho para o aeroporto, antes de deixar o país. A Blue Lagoon é uma piscina geotermal que fica num complexo nas proximidades de Reykjavík. Em meio ao frio de 7ºC, em meio a “garoas” de neve, você fica confortavelmente em águas de 35ºC, rodeado por sílica (produto que dizem possuir propriedade para a pele), bares na piscina, saunas e cascatas. Parece passeio de turistão e é, mas não dá para perder.

Melhor mês para viajar: eu escolhi maio por três motivos. O primeiro é que era um mês não tão frio para os padrões de lá (7º ou 8º de média). O segundo foi por ser o menos chuvoso do ano. E por último pelo fato de não ser tão concorrido como junho e julho, as portas do verão e das férias europeias. Mas não é o mês que normalmente se consegue visualizar a aurora boreal (mais comum em setembro e outubro ou final de fevereiro e começo de março).

Quanto se gasta: Os guias de viagem geralmente tocam o terror sobre os preços islandeses e, de fato, não dá para dizer que é barato. Quem converte não se diverte, mas vamos lá: é como uma São Paulo ainda mais cara. Um pint de cerveja em um bar médio: 800 coroas islandesas, o equivalente a R$ 15, R$ 16 reais.  Especificamente sobre a passagem de avião, não há voo direto do Brasil e a rota natural é passar por Londres. O valor de um voo ida e volta Londres-Reykjavik (pela Icelandair) é de cerca de 300 euros.

Hospedagem: para quem viaja sozinho e não tem preconceitos com albergues, os hostels da capital Reykjavik (fiquei hospedado em um, visitei outro) podem ser uma boa opção para aliviar o orçamento e conhecer viajantes de outros lugares. Fiquei no Downtown Hostel, de ótima localização (perto da Ópera da capital e da Laugavegur, a rua dos bares), muito limpo e organizado. A recepção do albergue ajuda também a programar passeios específicos.

Quanto tempo: fiquei por cerca de dez dias no sudoeste e sudeste do país e foi pouco. Com um tempo entre 20 e 30 dias e uma ida até o norte do país, haveria coisas de sobra para ver (observação de baleias, entre outros).

Fotos extras:

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As ovelhas da ilha de Vestmannaeyjar

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A queda d’água da cidade de Skógar

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Efeitos de um terremoto em uma casa em sítio preservado

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Plokkfiskur með rúgbrauði, um prato nacional islandês com nada de exótico para nós. Bacalhau com batata gratinada.

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Uma lata à venda contendo puro ar islandês.

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Um grafite com uma frase de uma música do Sigur Rós com esse significado.

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2 comentários sobre “Um guia de viagem básico e visual da Islândia

  1. Bruno Barbarini disse:

    Olá. Tudo bem ? Meu nome é Bruno. Estava pesquisando mais sobre a Islândia (minha próxima viagem para 2015) e acabei chegando neste seu site. Gostei muito das informações.

    Eu e minha namorada estamos planejando ir pra lá em Setembro próximo e ficaremos aproximadamente 10 dias. Você tem algum outro tipo de indicação a nos fazer ? Quais melhores lugares e cidades para visitar ? Qual melhor local para avistar a Aurora Boreal ? Algumas dicas ?

    Enfim. tudo o que puder compartilhar, ficarei muito grato.

    Um abraço.

  2. shin70 disse:

    Oi Bruno. Primeiro de tudo, obrigado pelo seu interesse. Dez dias foi o tempo que eu fiquei e acho que o legal é ver o essencial nesse tempo e pensar logo em uma segunda viagem, mais longa. Reykjavik é legal pra passar uns 3 dias no máximo. Os locais que eu acho essenciais: a Ilha de Vestmannaeyjar (lugar líndíssimo, a chegada de barco é inesquecível), a cidade de Vik e sua praia de areia preta, a lagoa glacial Jokulsarlon é de chorar http://www.tripadvisor.com.br/Attraction_Review-g189952-d276577-Reviews-Jokulsarlon_Lagoon-Iceland.html Não pude ir ao parque Skaftafell mas todo mundo diz que é muito legal

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