Escritos

Pudemos prosseguir viagem

Não há como ser banal nesses casos. Mesmo quando tudo parece dentro de uma navegação tranquila. Quando cheguei lá e olhei o rosto dela, houve uma precipitação de melancolia. Não sei muito bem se foi o sentimento de um capítulo que se fechava, de algo que deu errado e que tinha chance de dar certo (não tinha, de modo algum) ou de selar em definitivo um distanciamento a partir daquele momento, de alguém que dividiu algo tão importante na sua vida.

Mas o tom emocional do encontro foi rapidamente trocado por um tom de amenidades, um olá, tudo bem no sinal fechado, mas feito em um lugar mais solene. A melancolia facilmente se dissipou.

Fiquei imaginando o quão tortuoso seria se esse encontro estivesse envolto em uma atmosfera litigiosa. Se assina, se espera, se assina e se espera e só com leveza se poderia suportar esses intervalos. Não são aqueles pesadelos intermináveis que duram só 50 segundos de realidade mas nos flashes mais tarde parecem durar minutos e minutos. Haveria dor real e paradas com silêncios carregados.

A definição se deu sem nenhum solavanco, naquela oportunidade. Um clima de normalidade. Porque a maior de todas as tempestades foi evitada. Ela não fez parte da rota. E pudemos prosseguir viagem.

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