Música, melhores do ano, Playlist

As minhas coisas favoritas na música em 2011

Gostaria de que provassem que estou errado, mas 2011 pareceu um ano morno na música (na vida, ‘incômodo’). Até porque coroas como eu lembraram de 1991 (ano de ‘Nevermind’, ‘Bandwangonesque’, ‘Loveless’, ‘Screamadelica’, ‘Blood Sugar Sex Magik’, ‘Achtung Baby’ e por aí ia, numa lista impressionante) e a comparação é indecente. Mesmo assim, resista à tentação da nostalgia, porque são tempos empolgantes de viver e, sim, há condições de fazer uma boa lista de resumo do ano.

Como sempre, faixas soltas. Apesar de ‘Let England Shake’ da PJ Harvey ser uma obra-prima como um todo – e azar o seu se ouviu e não gostou – continuo com a ideia de fazer só uma playlist do ano e não uma tentativa de compilar os melhores discos. E ela vai a seguir, com links de clipe/áudio, e a seleção toda com Grooveshark no final:

tUnE-yArDs – Powa: Garota hippie dorme-sujo canta com o coração. Simpatizei com uma hippie depois dos 30, veja só.

PJ Harvey – The Words that Maketh Murder: É sobre a guerra, sobre horrores da guerra, coisa séria, mas a citação a ‘Summertime Blues’ (‘E se eu pudesse levar meus problemas para a ONU?’) ficou ressoando o ano inteiro na cabeça.

Tom Waits – Get Lost: Bons os tempos em que eu podia ficar bêbado e fazer besteira. Não mais.

James Blake – I Never Learnt to Share: Eu não culpo eles também, James.

St. Vincent – Year of the Tiger: O Ano do Tigre veio um ano atrasado. Tô exagerando, mas olha…

John Zorn – Between Two Worlds: Aprendi neste ano que não existe artista que trabalhe mais do que esse sujeito e que seja mais pirado musicalmente.

Tinariwen – Tenere Taqqim Tossam: Foi a travessia do deserto (caramba, como a gente encontra simbologia fácil).

Bixiga 70 – Mancaleone: Brasil alcança excelência até pra fazer afrobeat. A fase é boa. E, mais, São Paulo é o lugar. Para de reclamar, vai.

Wado (com Curumin) – Esqueleto: Sempre genial, mas nunca será. Assim é a vida.

Tom Vek – A Chore: Nada mais que uma obrigação? Aí não dá.

Foster The People – Pumped Up Kicks: Não dancei na pista uma única vez essa música até a presente data de publicação. Mau sinal.

The Black Keys – Lonely Boy: Falando em dançar, o clipe no link ao lado lembra como eu danço – na melhor das hipóteses.

TV on the Radio – Caffeinated Conscious: Café, uma das melhores coisas da vida. Só assim para levar. When your mind is burned / on optimistic / on overload

Kurt Vile – In My Time: Só com violão ainda dá para fazer estrago.

Lana del Rey – Video Games: Os lábios mais carnudos (carnudo/a é uma palavra legal, né?) do ano cantam uma das músicas do ano.

Anna Calvi – No More Words: Quando a gente aceita imitações (da PJ Harvey).

The Joy Formidable – Whirring: Um dos prazeres com culpa da temporada.

Anúncios
Padrão

2 comentários sobre “As minhas coisas favoritas na música em 2011

  1. Pingback: As minhas músicas favoritas de 2012 | Pra Fora

  2. Pingback: As músicas que eu curti em 2013 | Pra Fora

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s