Música, melhores do ano, Playlist

As minhas coisas favoritas na música no ano

Desde que comprei o iPod, desenvolvi uma tendência a gostar mais de playlists do que ficar martelando por um período muito extenso discos inteiros – muito disso, como pode ser notado em outro post deste esparso blog, tem a ver com as corridas no Ibirapuera. Ultimamente voltei a curtir álbuns inteiros, ainda sem a mesma atenção e diligência de outros tempos (uma pena, mas não consigo); prefiro destacar faixas de cada artista na hora de separar o que eu gosto em cada ano. E também tenho problemas com hierarquização: sei lá, música A funciona na situação Y, o que não ocorre com a música B, que por sua vez não serve na situação Z. Encurtando o papo, e sem truques para parecer mais bonito na foto e sem fazer médias, vamos com uma playlist das coisas que eu gostei em 2010 e não com uma lista de ‘melhores do ano’. Não há ordem de importância, friso, é só pra montar uma sequência bacana para ouvir.

Clique em cada título para ouvir a música.

Tame Impala – Lucidity

Banda australiana claramente retrô, vai na onda mais psicodélica dos Beatles e do Pink Floyd na cara dura. Mas como dá pra resistir a um riff e a um refrão como dessa música? Dane-se a originalidade, meu.

Glasser – Tremel

O disco da menina (a da foto do post) começa com um TUM-TUM-TUM-TAM-TAM-TAM de batucada de macumba, aí entra umas paradas meio Björk e você torce o nariz; só que ela começa a dar uns triplos twists carpados faixa após faixa e já era, te conquistou.

M.I.A. – It Takes a Muscle

Sempre parece que rola um clima TENSO nas músicas novas da MIA, mas essa aqui, cover de uma banda holandesa chamada Spectral Display, é um reggae relaxadão, tipo ‘meu, que mané problema, dá sim pra curtir a vida’. Claro que quando a música acaba…

Joanna Newsom – Easy

Eta coisa linda. Falta um filme para encaixar essa numa cena memorável.

Tulipa Ruiz – Do Amor

É só a estreia dela, há um monte de imperfeições no disco, mas Tulipa acerta até errando.

Deerhunter – Revival

Não ouvi o resto do disco, mas só essa já garante uma nota 7 no mínimo. Adoro os ‘ÊÊÊÊÊÊÊÊÊÊÊÊÊÊÊÊÊ’ depois do refrão.

Salem – Trapdoor

É black metal sem ser black nem metal. É muito sentimento negativo em uma música só. Ouve aí sozinho, com a luz apagada, às 3h da matina. Ah, mas escuta depois de ver esse clipe que foi banido do YouTube.

Flying Lotus – Table Tennis

Criou uma das minhas três músicas que eu mais já gostei na vida (“RobertaFlack”), e eu rezo para que ele continue criando tanta coisa incrível.

Mount Kimbie – Maybes (James Blake remix)

Começa meio chata, mas tem uma parada à la Flying Lotus no meio que me rendeu uma viagem regada à endorfina – sabe aquele lance que o seu corpo produz depois de um exercício físico, tipo uma corrida no Ibirapuera?

Gorillaz – Superfast Jellyfish

Comentários no YouTube:

*never EVER watch this while on acid.

*And you’d think that the weird stuff only comes from Japan.

Gil Scott-Heron – New York Is Killing Me

A volta do gênio. E ele vai lá e… CONFERE.

Ali Farka Touré & Toumani Diabaté – Samba Geladio

Que mané world music… isso parece coisa de gente que compra disco pensando em ajudar ‘os povos da floresta’ ou ‘países sem saneamento básico’. Ali Farka Touré é música para ter de trilha nas coisas mais interessantes da vida.

Mulatu Astatke – Boogaloo

Quanta classe nesse velhinho etíope. Será que o café de lá, que tanto falam, é bom assim?

Arcade Fire – The Suburbs

É legal, sim senhor.

Ariel Pink’s Haunted Graffiti – Fright Night (Nevermore)

Os sonzinhos Antena 1 estiveram em alta neste ano. Não não não, nem vem que Ariel Pink é isso mesmo. E é excelente.

Gayngs – Spanish Platinum

É a banda com o nome que meus amigos das antigas vão dizer ‘Ih… ó o cara, mano”. Mais um sonzinho Antena 1 para derreter o coração. Daqui a pouco dá pra fazer bailinho indie – com vassoura e tudo.

The Ancients – Street Funk

Ouvi essa no programa do Hype Machine, e por isso me lembrou os meus sábados à tarde dos meus 12, 13 anos em que eu ficava ouvindo música no rádio para tentar gravar as que eu mais gostava. Não rolava grana nem mulher, não tinha nariz próprio mas pegava a felicidade com a mão.

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Um comentário sobre “As minhas coisas favoritas na música no ano

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