Jornalismo

The New New Journalism

newnewvavaAcabei de ler “The New New Journalism: Conversations with America’s Best Nonfiction Writers on Their Craft”, uma série de entrevistas conduzidas por Robert S. Boynton, da Universidade de Nova York, com os nomes mais importantes do jornalismo de fôlego (ou seja, reportagens longas, gestadas por meses ou anos) norte-americano atual. Chamo assim essa galera porque o próprio livro discute se eles são realmente afiliados ao Novo Jornalismo brotado nos anos 60 e que tinha como nomes de frente Truman Capote, Tom Wolfe, Hunter S. Thompson e Gay Talese (aliás, este último estará na próxima Flip, de 1º a 5 de julho; se puder, não perca a micareta literária).

Há muitos aspectos a serem discutidos, mas não vou adentrar em nenhum blá-blá-blá teórico. Foda-se isso. O mais importante para mim e, espero, para outros colegas jornalistas, é tentar observar quais são as técnicas que eles utilizam na hora de entrevistar, apurar fatos e de sentar a bunda na frente do computador para dar à luz textos que vão arrepiar os cabelos do braço dos leitores.

Ao longo da leitura fui grifando as passagens que seriam úteis para mim e que, como iria compilar para eventual uso futuro, achei que seria interessante compartilhar para um ou outro que encontrasse esse post na web. Já aviso de antemão que, das 19 entrevistas, a mais decepcionante é a com o próprio Gay Talese (Mas “O Reino e o Poder” é leitura obrigatória. “A Mulher do Próximo” também é ótimo.)

Aos poucos vou colocar as passagens que achei mais interessantes.

Ted Conover, autor de ‘Rolling Nowhere’, sobre os hobos (os caroneiros de trem nos EUA, sem trabalho definido e sem casa) e interessados em subculturas, diz:

“Se você é um jornalista com o luxo de ter tempo e uma disposição de sujar um pouco as mãos, você conseguirá histórias que ninguém descobrirá.”

“[Os elementos básicos para uma boa história] São os mesmos requeridos para uma boa ficção: [bons] personagens, conflitos, mudanças através do tempo.”

“[Como ele lida com incerteza] Eu tento me deixar guiar pelos instintos. Eu conduzo algumas entrevistas, digiro-as por um momento e penso, ‘qual foi o mais interessante disso? O que eu aprendi de novo?’.”

“Um texto ruim logo aparece quando é verbalizado”

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