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No hospital

Lamentar a vida é pra’madores, mas ficar com calafrio e febre numa sexta-feira de calor não é bem lá a sorte grande. Ainda assim, não é a espera de quase uma hora, não é a imagem da sala espaçosa completamente vazia circundando de forma incômoda sua solidão, não é o mal-estar físico que não te deixa relaxar o pior de tudo. O mais deprimente é SEMPRE encontrar o semblante sem expressão no(a) jovem plantonista que vai te atender, do tipo espero-que-não-dê-muito-trabalho-esse-que-me-apareceu, com o(a) doutor(a) pronto(a) para fazer tranquilamente mais um risquinho na contagem de atendidos.

Claro, porra, o que você espera mais de um médico, além de um diagnóstico tecnicamente correto? Uma palavra de conforto? Um tapinha no ombro? Um pirulito para o menininho?

É, nem quando você tá doente dá pra se ser confortado.

Autocomentário: ‘TÁ VIRANDO EMO, CARAIO?’.

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